design de informação: a importância de infográficos

A quantidade de informação e de dados é cada vez mais na atualidade.
Uma das soluções para podermos, de alguma maneira, tentar combater este caos de dados e conhecimento é utilizar a nossa visão como ferramenta de interpretação e cruzamento de imagens com dados/factos.

Apenas com a visão conseguimos fazer ligações, criar padrões e conectar várias informações diferentes.

Somos, desta maneira, mais dinâmicos e autónomos em todo o processo de análise de dados. Isto é, podemos escolher o tipo de informação ou qual a profundidade da mesma sobre um determinado tema. Como classificar o que é, ou não, importante para nós.

Com muita informação, existe necessidade de comparação dos dados. David McCandless decidiu transformar dados complexos que vamos ouvindo nas notícias em algo visual, com recurso à comparação e enquadramento.

Concluímos que a compreensão está intrinsecamente ligada com a visualidade e, as relações que conseguimos fazer dependendo do contexto em que está inserido.

Desta maneira, sabemos que para tudo devemos ter um contexto e que neste momento isso é cada vez mais importante para que possamos realmente compreender e fixar o conhecimento. Estas soluções visuais denominam-se infografias ou mapas informativos.

O cruzamento e comparação de dados pode ser a chave para mudarmos comportamentos, mentalidades e, assim, crescermos e aproveitarmos o conhecimento para a evolução de tudo o que nos rodeia de forma planeada e organizada.

 
Infografias e mapas mentais

As infografias permitem a compactação de informação e conhecimento num espaço mais curto, limpo e atrativo. Uma forma de resumo visual complexa torna-se mais fácil interpretar com infografias. Caso usássemos os métodos tradicionais (livros com bastantes descrições e, de vez em quando, algumas imagens simbólicas) demorariamos imenso tempo a compreender.

O design de informação, não é recente. Desde dos primórdios até aos dias de hoje que nós, humanos, utilizamos representações gráficas para esclarecer ou registar a informação.

As pinturas nas cavernas, as ilustrações das árvores que começaram com a Árvore do Porfírio – também conhecida como a árvore mais antiga do conhecimento.

Estas foram seguidas para a comunicação de conceitos, ideias, religiões – a Árvore das Virtudes e Vícios. Na representação da consanguinidade e genealogia – Árvores de Família.

As árvores eram o principal diagrama escolhido pela sua simetria, simplicidade, equilíbrio e balanço. Mas hoje em dia enfrentamos desafios muito mais complexos que não podem ser explicados por meio das árvores.

Por volta do século dezoito ou dezanove, estes diagramas evoluíram e ficaram mais atrativos, utilizando recursos visuais um pouco diferentes e aprimorados. Quando Darwin escreveu o livro “The Origin of Species” baseou-se num diagrama para conseguir explicar melhor a teoria da evolução, ou seja, uma imagem resume o que ele defende em todo o livro.

Neste momento o conhecimento é cada vez mais uma rede. E, o exemplo anterior de Darwin para os cientistas atuais, deixa de ser “The Origin of Species” para “A Teia da Vida”, que inclui as bactérias que estão interligadas entre si e com outras espécies.

 
Exponencial de dados

Mais dados permitem ver melhor, ver coisas novas e de modo diferente.

Mas, num mundo cada vez mais tecnológico, onde a quantidade de informação disponível é cada vez maior, bem como a densidade e a falta de tempo para interpretar, torna-se caótico coordenar a complexidade. Emerge a desordem face à sobrecarga de dados com que somos bombardeados.

Procuramos assim a libertação da linguagem apenas verbal, onde a nossa mente se sente presa e perdida.

A entrada num mundo mais visual dá-nos liberdade para o holístico, de forma mais sintética e dinâmica; através de gráficos, ideias e até de processos invisíveis (Hansen, 2000).

Com as infografias, o design compromete-se a tornar a informação menos densa, mais apelativa, por sua vez, faz com que a quantidade de informação retida seja maior e durante mais tempo.

Quanto mais nos recordarmos do conhecimento, mais progressos enquanto civilização podemos fazer.

Em baixo, vemos um exemplo emblemático de como utilizamos o design de informação e, muitas vezes sem darmos conta. Neste caso específico, se tivéssemos de ler textos sobre os percursos do metro de Londres, iríamos com certeza demorar mais tempo a interpretá-lo do que a fazer a própria viagem.

 
Design de informação nas empresas

Existem infografias, mais ou menos trabalhadas ou apelativas. Todos nós conhecemos o nosso diagrama na empresa onde trabalhamos, que geralmente começa pelos detentores da empresa até às funções de cada um dos trabalhadores. Se estivermos atentos, notamos a quantidade de informação com a qual somos bombardeados diariamente, e também, a quantidade de soluções que temos à nossa volta.

Já pensaste na utilidade destas aplicações à área de design no teu negócio? É possível transformar o excesso de informação textual em algo apelativo, claro e compreensível.

quer continuar a ler?
faça o download do artigo completo.

Sónia Marques

2019-06-28

Critec Logo
creative
agency
critec
Olá,
Em que posso ajudar?